domingo, 4 de agosto de 2013

Nasci a 5 de Agosto


Senhor Orlando,
meu amigo,
amanhã é o momento para recordar o dia em foi tirado das trevas para a luz do sol nascente.
Antes tivesse ficado no uterozinho de sua mãe, que lá é que você se encontrava óptimo.
Mal havia você de imaginar, nem os seus amantíssimos pais, que tanto o amaram e tantos sacrifícios fizeram por você, que muitos anos depois, oh tantos anos depois, haveria de começar um naufrágio que o levará a bater no fundo. Já faltou mais, descanse e não desanime. Regressará o meu amigo às trevas uterinas donde foi tirado a ferros. A ferros, sim, que você, meu caro, não queria sair de lá nem à lei da bala. Mas saíu, que outro remédio não tinha. Ou morria, o que vendo o que tem perspectivado até bater no fundo, seria uma melhor solução.

Senhor Orlando,
meu amigo,
aqui havemos de voltar.
E falar das desditas escuras que lhe foram aconteceram nestes últimos anos.
Costuma o meu amigo dizer, oh quantas vezes o tem dito! que não sabe que pecados cometeu para Deus, nos seus caprichos insondáveis, lhe ter tirado o tapede da saúde.
Há outros piores, vai-se ouvindo por aí. Oh, fraco consolo é o mal dos outros!


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